Na coluna anterior mencionei que hoje iríamos começar a discutir o Google Docs, talvez o mais popular entre os serviços de acesso remoto na modalidade SaaS oferecidos aos usuários domésticos. Mas antes de prosseguir convém esclarecer que aqui mesmo, no TechTudo, há uma página exclusiva sobre o serviço na seção “Tudo sobre”, especificamente a “Tudo sobre Google Docs”, com tudo o que se publica aqui sobre o assunto (inclusive, eventualmente, esta série de colunas). A página é bastante completa e não apenas apresenta as novidades sobre o serviço como também oferece artigos sobre serviços correlatos e, o que talvez seja mais importantes, textos sobre “como fazer” isso ou aquilo usando o serviço. Por isto, aqui neste canto, nos dedicaremos mais aos aspectos genéricos e conceituais que aos detalhes de uso do Google Docs.
Isto posto, vejamos em que consiste exatamente o Google Docs.
Trata-se de um serviço oferecido gratuitamente (até certo limite de espaço de armazenamento utilizado) a todo usuário titular de uma conta Google, que lhes dá direito a usar, na modalidade SaaS, um pacote de aplicativos contendo, fundamentalmente, um editor de textos, uma planilha eletrônica e um gerador de apresentações (há outros, como gerador e editor de formulários e editor gráfico, mas estes podem ser considerados itens acessórios) e a armazenar nos servidores da Google os arquivos criados por estes aplicativos, assim como outros criados por software instalado na máquina do usuário e transferidos via Internet, desde que seu formato seja aceito pelo pacote (veja uma lista dos formatos compatíveis na página da ajuda do Google Docs “Visualizar arquivos no Google Docs”) e a capacidade total de armazenamento utilizada não exceda a cota do usuário (veja qual é o espaço oferecido gratuitamente e como adquirir espaço adicional no artigo “Armazenamento do Google Docs”).
Então, o primeiro passo para se ter acesso ao Google Docs é ser titular de uma conta Google. Provavelmente a maioria dos leitores já dispõe de uma destas contas e mais provavelmente ainda esta conta é a do correio eletrônico da empresa, o GMail. Se este é o caso, para acessar “seu” Google Docs basta entrar (ou “fazer login”) na conta do GMail e clicar no atalho “Docs” que aparece na faixa negra do alto da página de abertura oferecendo todos os serviços do Google. E os poucos leitores que ainda não sejam titulares de uma conta Google e desejam sê-lo, podem encontrar informações sobre como proceder na página de ajuda do Google “Como criar uma conta” (na verdade, há uma forma adicional de se ter acesso a uma conta Google sem que se seja titular de uma conta GMail, utilizando como identidade de usuário o endereço de correio eletrônico de uma conta de outro provedor; mas criar uma conta Google nada custa, é tão simples e oferece tantas vantagens que não vejo qualquer motivo para não criá-la – nem que seja exclusivamente para usar o Google Docs).
Pois bem: depois que você criar a conta GMail e clicar no atalho “Docs” que aparece na faixa negra do alto da janela (não por acaso a mesma que aparece na Figura), entrará na “sua” página do Google Docs. A minha aparece acima e a sua não há de ser muito diferente. No topo, abaixo da faixa negra com os atalhos, uma caixa de pesquisas para efetuar buscas nos conteúdos dos documentos seguida da identificação do usuário titular da conta. Embaixo dela uma barra de ferramentas (mas atenção: Google usa um estilo minimalista na concepção – ou “design”, para quem prefere o inglês – das janelas de todos os seus produtos, portanto não se espante se a barra de ferramentas não aparecer na “sua” janela: ela só surge quando há um item selecionado – ou com a caixa de seleção marcada – na lista de objetos no centro da página). E á esquerda da lista de objetos, uma lista dos atalhos que permitem selecionar aquilo que é nela exibido.
Na próxima coluna veremos o que se pode fazer com o Google Docs.





